Mundo Extensão: GEPANP promove conservação e educação em áreas naturais protegidas
O Grupo de Extensão e Pesquisa em Áreas Naturais Protegidas (GEPANP) foi fundado em 2018 com o propósito de apoiar o trabalho do Laboratório de Áreas Naturais Protegidas (LANP), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Desde então, atua com foco direto na conservação da natureza e na gestão de áreas protegidas.
O grupo é formado por estudantes de Engenharia Florestal, Gestão Ambiental e Ciências Biológicas, mas mantém suas atividades abertas a alunos de diferentes cursos interessados na temática. Sua área de atuação contempla ecologia aplicada, conservação da natureza, manejo de áreas silvestres e de unidades de conservação.
Entre as principais ações desenvolvidas está o projeto realizado no Horto de Tupi, em Piracicaba, que envolve o manejo de espécies exóticas invasoras, a manutenção de trilhas e a promoção de atividades educativas no evento “Vem Brincar e Aprender no Horto”, voltado para o público infantil e suas famílias. Além disso, o GEPANP participa ativamente do Programa de Estágio de Férias de Itatinga (PREFERI), na Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga (EECFI), com atividades que incluem manejo e sinalização de trilhas, mapeamento, manutenção de placas e práticas de campo ligadas à relação entre floresta e bem-estar humano.
A missão do grupo é conduzir projetos de extensão e pesquisa que incentivem uma convivência equilibrada entre pessoas e natureza, contribuindo para a valorização, preservação e divulgação das áreas naturais protegidas.
Para seus membros, o GEPANP representa não apenas um espaço de aprendizado técnico, mas também um ambiente de integração. A participação promove conexões entre diferentes cursos e contato com outras iniciativas de extensão, impactando a vida universitária. Nesse processo, os estudantes desenvolvem competências como manejo de espaços naturais, identificação botânica, uso de ferramentas de campo, noções de primeiros socorros e mapeamento de trilhas com softwares especializados, além de aprofundarem a compreensão sobre a legislação ambiental e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).
Essas vivências se refletem também na preparação para o mercado de trabalho, oferecendo experiências práticas e contato direto com comissões gestoras de unidades de conservação.
Um exemplo marcante do impacto das atividades do grupo foi a instalação de um banco de bambu no Horto de Tupi, construído a partir do manejo da vegetação local. Durante o processo, os integrantes tiveram uma troca significativa com visitantes idosos, que relataram a importância daquele espaço para a comunidade e reconheceram o valor do trabalho realizado, reforçando a dimensão social da conservação ambiental.
Texto: Anna Pizzo, Auxiliar de Comunicação
Revisão: Alicia Nascimento Aguiar
02/10/2025


